Num passado distante, enquanto Thor comemora uma vitória obtida contra antigos inimigos, Loki chacina várias crianças da Terra para que assim pudesse ver o futuro.
Quando descoberto por seu pai, sua mãe, seu irmão e diversos outros deuses, o traiçoeiro reage como se a loucura tivesse tomado sua mente, mas ainda assim Odin bane seu filho adotivo para a Terra, condenando o mesmo a uma existência em desgraça eterna.
Nos dias de hoje conhecemos dois estudantes da Universidade de Humboldt, Donald Blake e Jane Foster, que discutem por causa da nova religião que está surgindo, a da Igreja do Toque Real, cujo criador, o homem conhecido como Jacob, promete a seus fiéis que eles alcançarão seus mais loucos sonhos, se entregarem suas almas ao pouco definido deus do dinheiro.
Durante uma reunião com um tesoureiro, Jacob tem sua atenção voltada para o lado de fora de seu escritório e, depois de ficar a sós, contempla a estranha névoa que cobre a cidade de Berlim.
À noite o casal que havia brigado, Jane adora os antigos deuses nórdicos e ficara extremamente chateada com alguns comentários do namorado, sai de um restaurante onde, depois de um jantar de reconciliação, ambos percebem que a temperatura caiu de forma extrema.
Antes que eles pudessem pensar em algo mais, os dois são atacados por um monstro gigante, recoberto de gelo.
Os dois fogem e percebem que não são os únicos sendo atacados, vendo vários outros monstros pela cidade e quando são finalmente alcançados e prestes a ser mortos, eis que as orações que Jane lança a seu deus trazem resultados.
Um raio desce dos céus, que se transformaram numa tempestade de uma hora para outra, acertando e matando o gigante de gelo e, em seguida, a garota contempla a chegada do deus que ela adora.
- Chamaste pelo meu nome mortal... E Thor atendeu a vosso apelo.
Com a chegada de Thor os Gigantes do Gelo, que ameaçam as pessoas em Berlim têm um novo alvo e, seguindo as ordens de Geirrord, começam a atacar o trovejante, mas seus esforços se mostram em vão.
Diante dos olhares atônitos dos moradores de Berlim, os monstros são derrubados um a um até que finalmente a ameaça termina.
Thor se afasta, prometendo voltar para ajudar na reconstrução, mas diz que sua prioridade agora é voltar para Asgard, para contar a seus pares sobre mais essa vitória.
Enquanto isso, vemos Jacob, o misterioso criador da Igreja do Toque Real, reviver uma das deusas de Asgard, Amora e assim que esta sai de dentro de uma esfera onde sua alma estava cativa, questiona o desconhecido, mas logo é colocada para dormir, quando Jacob resolve revelar quem ele é na verdade: Loki, o deu das trapaças.
Alguns dias depois Jane e Don estão organizando tudo o que precisam para abrir uma igreja em nome de Thor e, enquanto o rapaz atende um telefonema do líder da S.H.I.E.L.D. Nick Fury, a garota, sem saber com quem seu namorado está falando, vai abrir a porta e, para sua surpresa é o próprio Thor que está ali.
Aceitando o convite dos mortais, o deus do trovão entra no apartamento e, depois de já instalado, revela que não conseguiu voltar para Asgard, precisando de um local para descansar, procurou aquela que havia conseguido chamar por ele e com quem agora Thor tem um elo de ligação.
Pouco antes de todos decidirem dormir, mais alguém bate na porta e é a vez de Don atender, mas assim que ele a abre a bela Amora cai em seus braços, totalmente nua, extremamente ferida e quase desmaiando.
Antes de perder os sentidos ela aponta para a janela e quando todos olham pela mesma, percebem o que parece um enorme portal se abrindo nos céus sobre a cidade. Todos se perguntam o que poderia ser, mas o deus do trovão, já sabendo, se coloca a sair pela janela, deixando para trás uma terrível sentença:
- Aquele que atravessa o portal não é outro senão Jormungand...
E a batalha se inicia agora.

Adoração. Conclusão.
Por João Norberto da Silva.
- Pequeno e tolo deus... Por quanto tempo acreditas que podes me conter?
- Pelo tempo que for necessário... Não entrarás nesse mundo enquanto houver um sopro de vida em meu peito.
O céu acima de Berlim fica novamente nublado, como ficara na noite dos ataques dos Gigantes de Gelo, um sinal claro de que o deus do trovão está usando ao máximo seus poderes.
As autoridades já estão trabalhando há pelo menos três horas, cuidado da evacuação enquanto Thor luta para que sua inimiga mortal, Jormungand, a serpente que, segundo as lendas, cobrirá o mundo e antecederá o Ragnarok, saia do portal que se abrira sobre os céus noturnos de Berlim.
Assim que Thor saiu do apartamento que Jane Foster divide com Don Blake, ele se lançou diretamente na direção da terrível inimiga, barrando seu avanço com as energias místicas que Mjolnir reunira e que agora formam a única barreira que mantém o monstro longe, mas o esforço está se mostrando demais até para o deus asgardiano.
- <Por aqui!!!> - Don Blake precisa gritar para que uma pequena multidão saia de forma ordenada de um dos prédios próximos do seu e, enquanto as mesmas caminham o mais rápido que conseguem, todas com as mãos cheias de objetos pessoais, o rapaz fala com sua namorada, há poucos metros de distância dele. - <Querida, o negócio tá feio! A grandona aí não falou nada ainda?>
- <Nada!> - Jane ajuda como pode seu namorado, mas tem a preocupação de cuidar de Amora, a deusa que havia aparecido em seu apartamento antes da nova e bizarra situação começar. - <Ela continua apenas a olhar pro Thor e fica balbuciando coisas sem sentido...>
- Foi o trapaceiro... Maldito seja o trapaceiro... Terei sido trazida de volta apenas para ver a morte de meu amado?
O pânico nas ruas é geral, mas ainda assim os mais galanteadores não conseguem deixar de reparar na enorme loira de quase dois metros, parada nas ruas, com uma calça extremamente agarrada, o tronco todo desnudo, cujos seios mal são cobertos por seus longos cabelos loiros, trazendo várias jóias pelos braços e pescoço. Nem os pequenos ferimentos que ela traz pelo corpo diminuem e beleza daquela mulher.
- Thor... - Seus penetrantes olhos esverdeados estão marejados e algumas lágrimas descem pela sua bela face, mas em poucos instantes sua fisionomia praticamente se transforma e, onde havia tristeza, agora existe determinação. - Não! Não deixarei que morras dessa forma meu amado!
Sem aviso ela sai andando a passos firmes, com um pensamento fixo em sua mente.
- <Mas o quê? Prá onde essa louca tá indo?!!>
- <Não sei! Mas não vou deixá-la ir sozinha!! Fique aqui e ajude as pessoas Don!>
- <Jane? Jane!!!!>
Mas os lamentos do rapaz nem são ouvidos, pois as duas mulheres já desapareceram na multidão, deixando-o sozinho, o que o deixa livre para fazer uma ligação com seu celular.
- Fury? - Assim que o característico som de alguém atendendo se faz ouvir, Don já começa as cobranças, num inglês não muito bom, devido, em parte, à tensão do momento. - A situação tá muito feia aqui!!! Você precisa mandar alguém para ajudar e...
- Calma Blake... - Do outro lado da linha é possível ouvir a voz calma e controlada do líder da S.H.I.E.L.D. - Olhe atentamente ao seu redor e me diga se está vendo várias pessoas em ternos pretos ajudando a população. - Don assim o faz e confirma a informação do espião. - São todos agentes... Assim que o portal surgiu no céu nós viemos o mais rápido que pudemos...
- “Viemos”?!! Como assim “viemos”? Fury? Fury?!!
- Não precisa gritar... Estou aqui.
Dan Blake se volta e dá de cara com o espião, usando um impecável terno preto, ele leva a mão direita um comunicador e distribui algumas ordens, antes de voltar a falar com o rapaz.
- Não podia deixar tudo nas mãos do loirão... Ele ressurgiu há pouco tempo e pode não estar na melhor das formas, por isso viemos ajudar... Dá uma olhada no alto daqueles dois prédios...
Don assim o faz e nota duas silhuetas: Um homem que aparenta estar com um arco, tendo uma flecha no mesmo, como que se preparando para, absurdamente, disparar contra o enorme monstro que continua a tentar atravessar a barreira erguida pelo deus do Trovão.
No topo do outro prédio Don vê algo que o faz esfregar seus olhos antes de voltar a olhar para o que parece uma garota flutuando, como se ela fosse voar a qualquer momento para entrar na batalha que se avizinha.
- O cara já está comigo há um tempo e me ajudou num caso uns tempos atrás e a garota... Digamos que ela ficou “pronta” há poucas semanas... Trouxe os dois em caso de emergência ou necessidade máximas...
- E-eu... Nunca imaginei algo assim e...
- Seca a baba e vamos continuar ajudando as pessoas Blake... Depois você vai me pagar um belo café da manhã e poderemos conversar sobra a sua ida a Nova York, ok?
- Ce-certo...
E enquanto os dois voltam a ajudar um grupo de turistas, que não estavam compreendendo as ordens das autoridades alemãs, no prédio da Igreja do Toque real, o orquestrador daquela situação se deleita com os resultados obtidos, enquanto bebe de um cálice de vinho.
- Um belo espetáculo... Sem sombra de dúvida... Se isso não fizer o culto aos deuses asgardianos voltar, eu não sei mais o que fará...
Loki se recosta ainda mais na belíssima poltrona onde está sentado, relembrando de como seus planos o haviam trazido até ali.
“Tudo correu como eu queria...
Logo que Odin me baniu eu finalmente estava livre para mudar as visões que eu havia conseguido através do sangue dos pequenos infantes... Eu havia visto um futuro onde os deuses foram deixados para trás, onde nossos feitos grandiosos jaziam esquecidos e mortos, como chama que tivesse ardido e, depois de extinguida, já nem mais lembranças evoca.
Meus patrícios acreditavam que me banindo haviam se livrado da serpente do paraíso, mas eu pude caminhar por Midgard e reuni toda e qualquer magia que surgia pelo meu caminho. Conheci magos, bruxas, anjos e demônios... Fiz e quebrei pactos, matei criaturas, banhando-me em cascatas de sangue, conspurquei ainda mais a minha alma, já negra, e abracei sem medo o poder que me era oferecido.
Quando chegou a época em que a visão revelou que finalmente nosso mundo se tornaria apenas lembranças fugidias, consegui reunir uma grande quantidade de energia e invadi Asgard, apenas para encontrar meus pares já moribundos e às portas da morte definitiva...
Foi simples reunir os mais poderosos e importantes asgardianos, conter suas essências em minhas esferas espirituais e levá-los embora de minha antiga casa, claro que deixei para trás meu odioso irmão, pois sabia que, dentre todos nós, ele era o que tinha mais chances de sobreviver na mente dos mortais... O que se provou sendo uma verdade.
Com os passar dos séculos, consegui reunir uma grande quantidade de riquezas, o verdadeiro poder que esses primatas adoram, mas nos dias de hoje resolvi que já era hora dos verdadeiros deuses retornarem...
Isso nos daria ainda mais poder que no passado, dada a busca incessante dos mortais por algo em que acreditar...
Hoje em dia qualquer ator ou cantor se torna um ídolo por meros quinze minutos, o que dizer de um deus verdadeiro caminhando pelas ruas?
Thor, o sempre irritantemente bondoso e glorioso Thor, será o primeiro e apascentará essas ovelhas, abrindo caminho para que o verdadeiro salvador de Asgard, EU, possa trazer de volta todos aqueles que, no passado, cuspiram em meu rosto... Eles criarão salmos e finalmente tomarei meu lugar de direito e, como o pai todo poderoso dos deuses, espalharei minha palavra por todo esse mundo e o dominarei, eliminando tudo o que me desagradar...
Sim... O futuro se mostra realmente brilhante... Hum... Eis que sinto visitas se aproximando... Amora... Minha doce Encantadora... Não consegue mesmo se manter distante não é?... Enquanto ela e sua mascote mortal não batem em minha porta, acredito que é hora de tornar a situação mais desconfortável para meu amando meio-irmão...”
Loki sorve lentamente mais um gole de vinho e depois estica seu dedo indicativo na direção da batalha, girando-o e fazendo um desenho de energia rubra, que fica brilhando no ar à sua frente.
Thor sente gotas de suor escorrerem por sua pele, enquanto mantém os braços esticados diante do corpo, mantendo a barreira que impede Jormungand de entrar em nossa realidade, seus olhos fecham um pouco, ele cerra seus dentes e se pega a esperar que o mortais terminem logo a evacuação, mesmo sabendo que tal tarefa é por demais demorada e trabalhosa.
Para sua surpresa a serpente do mundo pára repentinamente de forçar sua entrada, se afastando e dando assim um respiro para seu eterno inimigo, mas logo o que parece ser uma nuvem negra se lança contra a barreira e, aos poucos, pequenos buracos começam a surgir na mesma.
Antes que Thor possa fazer algo, os buracos se abrem, despejando nos céus de Berlim uma imensa quantidade de algo que só poderia ser descrito como demônios.
As horrendas criaturas se lançam ao ataque contra o deus do trovão, mas esse apenas abaixa o braço direito, mantendo a mão fortemente agarrada ao cabo de Mjolnir.
O som das criaturas fica cada vez mais alto, logo seu fedor chega às narinas de Thor, e então ele fecha os olhos inclinando levemente a cabeça para o lado oposto de onde está sua arma.
No chão Don Blake e Nick Fury se entreolham, imaginando o que o guerreiro acima deles está pensando, enquanto acompanham a nuvem de demônios se aproximando mais e mais, sabendo que, se Thor cair, eles serão os próximos da lista.
Quando o primeiro demônio está prestes a tocar o deus, esticando suas garras na direção da cabeça do mesmo, Thor finalmente abre os olhos.
Todos que estão abaixo param imediatamente de fazer o que quer que estivessem fazendo, não acreditando no que ocorre no céu acima de suas cabeças.
Thor inclina levemente o corpo na direção de onde estava sua cabeça e então ergue Mjolnir, desenhando um arco no ar, o que resulta numa onda de destruição que simplesmente desintegra os primeiros demônios da horda que, apesar desse feito, continua avançando contra o deus do trovão.
Com seu martelo totalmente erguido, a chuva que ameaçava cair finalmente desaba sobre Berlim, o que desperta as pessoas nas ruas, fazendo com que as mesmas retomem a evacuação.
- Então agora buscas lançar mão de subterfúgios para assegurar vossa vitória, ó criatura odiosa?!!!! - A voz de Thor ecoa por sobre os trovões que ele evoca. - Manda todos os demônios de Hell contra mim e saiba que eles encontrarão rocha sólida onde, a exemplo das ondas, quebrarão de imediato!!!
Vários raios saem das nuvens e vão direto na direção dos demônios, destruindo centenas dos mesmos, mas ainda assim os restantes conseguem alcançar Thor, cobrindo-o até que não se possa mais ver nada do deus. Nesse momento Jormungand se lança mais uma vez contra a já avariada barreira, mas ainda assim a mesma permanece firme.
Nick Fury começa a remexer em suas roupas civis, à procura do comunicador com o qual ele dará a ordem para que seus agentes comecem a entrar em ação, mas se detém ao ouvir novamente o som de Trovões.
O aglomerado de demônios explode em pedaços, quando Thor finalmente se liberta, mas em pouco tempo um grupo ainda maior dos monstros se funde numa verdadeira onda, atingindo o deus asgardiano e arrastando-o para baixo até que todos colidem com o topo de um prédio.
O impacto lança vários destroços nas ruas que, felizmente, já estão desertas, levando muitos a se perguntarem se o local da queda fora por acaso ou uma escolha consciente de Thor, mas não existe muito tempo para reflexões e logo uma nova explosão acontece, eliminando os demônios que caíram junto com o guerreiro e levando consigo boa parte do topo do prédio no processo.
- Arf... Arf... - Thor está com um dos joelhos tocando o solo em meio à destruição ao seu redor, ele então ergue o rosto e vê que o céu finalmente está livre dos demônio, mas isso apenas serve para que ele veja que seu principal inimigo novamente se afasta, preparando uma nova investida. - Pois que assim seja, maldito monstro... Se mesmo tão próximo de meu retorno eu tiver de ser enviado para os abraços gélidos de Hella... Que assim seja... Mas não penses que será tão fácil para ti...
KRA-KOOMM!!!! O som do primeiro impacto de Jormungand na barreira faz com que novamente a evacuação seja interrompida.
O deus do trovão se ergue, com certa dificuldade, mas ainda assim não perde o ar altivo do primogênito de Asgard. Os ferimentos que sofreu sangram em abundância e mesmo assim ele nem pensa em desistir ou retroceder, Mjolnir nunca esteve tão pesado, porém também nunca havia parecido tanto com uma extensão de seu próprio corpo.
Thor ergue sofregamente o braço até que seu martelo de guerra fique exatamente acima de sua cabeça e ele então joga sua arma um pouco para cima, segurando firmemente na alça que fica abaixo do cabo da mesma, começando a girar o Mjolnir cada vez mais rápido, criando aos poucos um círculo de energia.
KRA-KOOMM!!!! O segundo impacto faz com que uma gota da taça de vinho de Loki respingue na pele de sua mão.
- Oh... Bem... - Ele lambe demoradamente a gota, percebendo que está suando levemente “Ansiedade?” - Hahahahahahaha... É... Alguma coisa eu “aprendi” com esses mortais imprestáveis e... Ah! Justo agora?
Loki reassume a forma de Jacob e vai até um posto de observação perto de seu escritório, onde várias telas estão ligadas às câmeras de segurança do prédio e ele se detém diante de uma em especial. Na imagem é possível ver Jane Foster e Amora batendo desesperadamente contra as pesadas portas de vidro à prova de bala na entrada e a outra tentando acalmá-la sem sucesso.
- <Amora... Precisamos ir embora... A cidade está sendo evacuada e...>
- Solta meu braço mortal... Tenho certeza de que é nessa construção que se encontra o maldito engendrador de toda essa horrível situação... O traiçoeiro... Lo...
- <Pois não?> - Uma imagem surge em uma pequena tela perto de um sistema de interfone. É Jacob. - <Não tem mais ninguém no prédio, seja que for que as senhoritas estejam procurando já deve ter seguido a ordem de evacuação e...>
- Você?!!! Maldito!!! Desfaça vossa magia e chame de volta seu odioso filho...
- <Filho? Olhe senhorita... Juro que nunca a vi e, provavelmente, eu me lembraria se tivesse tido um filho com uma mulher tão linda...> - Sem que Jane perceba, um dos olhos de Loki brilha, fazendo imediatamente que Amora se acalme, ficando quase apática. - <Peço que as duas voltem depois que essa crise passar... Estou preparando um novo DVD e duas moças bonitas como vocês poderiam participar...>
- <Não mesmo!!> - Aproveitando que a deusa parece perder o ânimo, jane Aproveita para tirá-la de lá. - <Vem Amora... É melhor sairmos daqui e...>
KRA-KOOMM!!!! O terceiro impacto encobre a voz de Jane Foster e ela sai da frente do prédio da Igreja do Toque Real, rumando para onde a evacuação continua, onde o pânico continua a se espalhar.
Pessoas correm, procurando um meio de se afastar do local da batalha, sem nem mesmo perceber quando alguém cai, desse modo muitas pessoas terminam sendo pisoteadas. As autoridades mal conseguem contê-los, quanto muito garantir uma evacuação segura. A situação vai de mal a pior.
KRA-KOOMM!!!! Jormungand atinge a barreira uma quarta vez e rachaduras começam a se espalhar formando desenhos parecidos com os de uma teia de aranha.
Mais um golpe e a barreira cederá.
As pessoas que finalmente percebem ser inútil tentar escapar, apenas mantém as cabeças erguidas acompanhando a batalha, que se aproxima de seu fim.
- Peço perdão meu pai... - Enquanto a energia acima de sua cabeça continua a crescer, tomando praticamente todo o topo do edifício, Thor faz uma oração de despedida, se preparando para lançar o golpe definitivo contra o monstro. -... Por não ter conseguido vos achar, por ter falhado convosco e com meus irmãos... Minha doce mãe Frigga... Que a lembrança de seu toque gentil acalente vosso filho nesta hora final... Balder, meu irmão... Que minha coragem e a firmeza de minha mão se espelhem em ti... Minha querida esposa Sif... Vossa imagem surge diante de meus olhos e que vosso amor me guie nessa hora final... Por todos os meus antepassados... Que a força de Thor Odinson seja honrosa à vossa lembrança e que eu tenha um lugar em vossa mesa quando minha vida findar-se... Por todos vós...
KRA-KOOMM!!!!
Finalmente Jormungand derruba a barreira que a impedia de vir para nossa realidade e lança seu imenso corpanzil na direção do prédio, cujo topo brilha tanto que os expectadores abaixo têm de desviar o olhar, fazendo assim com que o sacrifício final de Thor não seja acompanhado por olhos mortais.
- POR ASGARD!!!!!!!!!!!!
O impacto entre deus e monstro cria um pequeno Sol, que pode ser visto por algumas cidades vizinhas de Berlim e quando a luz finalmente diminui, as pessoas abaixo conseguem ver o que restara de Jormungand retornando pelo portal, que começa a se fechar lentamente, ao mesmo tempo algo que parece um cometa cai de encontro ao Palácio de Bellevue, errando a famosa construção por pouco.
As primeiras autoridades a chegar até o local do impacto vêem uma cratera enorme de onde uma grossa coluna de fumaça sobe aos céus e, antes que qualquer um dos presentes pense em se mover, uma figura sai caminhando vagarosamente na direção da pequena multidão que começa a se formar.
- E... Assim... Termina...
O poderoso Thor tomba a poucos metros de uma família que ainda estava por ali, pois tinham um filho doente e não havia encontrado quem os levasse para um local seguro. O pequeno desce do colo de sua mãe e se aproxima do deus caído.
- Ele morreu mamãe?
- Espero que não meu filho... Espero que não...
Fim
Epílogo:
Meses depois, em Nova York dois casais andam pelas ruas da cidade considerada a maior do mundo.
- Incrível... Essas construções em muito se assemelham às belezas de Asgard...
- De fato Amora... Devemos agradecer pelo bravo Don Blake, que sugeriu essa majestosa cidade para construir uma nova sede da igreja que ele e Jane Foster erigiram em nosso nome...
- Foi fácil, depois que você salvou Berlim muitas pessoas passaram a acreditar nos deuses Asgardianos... Infelizmente hoje em dia parece que somente vendo algo concreto acontecer é que a fé das pessoas é realmente atingida...
- Não vos torture bela dama... Pelo que aprendi vivendo entre vós, nesse tão curto espaço de tempo, percebi que o próprio mundo que ergueis ao vosso redor os leva a essa incredulidade...
- Falou bonito loirão!!! Agora quero mostrar prá vocês algo que eu descobri nessa cidade numa viagem que fiz prá cá já a alguns anos...
- Starbucks?[1] Ah, Don...
- Deixa de ser chata Jane... Venham vossas santidades... Vão adorar isso!!!
- Nunca sei quando esse mortal está sendo sério ou apenas fazendo pilhérias conosco meu lorde...
- Não me chames assim Amora... Lorde Odin é nosso supremo senhor...
- Como não sei onde ele está, ou mesmo se está vivo, para mim és meu novo senhor...
- Humpf... Vejamos o que Donald está a planejar... Descobriremos assim se ele é mesmo apenas um bufão a se divertir com nosso assombro.
Enquanto os deuses de Asgard descobrem os sabores do café, a poucas quadras dali dois amigos conversam animadamente.
- É Rhodes... Realmente Nova York é um ótimo lugar para uma nova Oficina...
- Tô te falando Tony... Sabia que assim que você pisasse nessa cidade ela ia te contaminar, seu inglesinho de ferro...
- Vai te catar americaninho de mer... Olha só aquelas garotas!!! Vamos lá amigo... Vou te mostrar o bom e velho charme inglês...
Os amigos se aproximam das belas jovens e logo todos estão num papo animado.
Logo acima, no topo de um prédio próximo, duas pessoas olham ao redor.
- Tem certeza de que é por aqui Jack?
- Total Steve... Acredite, o Capitão América será muito necessário em breve... E você não fica nem um pouco feliz de voltar para sua cidade?
- As viagens que fiz nesse tempo todo, depois do lance com o Caveira Vermelha, pelo interior do país me ensinaram que posso fazer a diferença não apenas em uma cidade, mas em todo o país, por isso não quero me prender apenas a Nova York... Ainda não entendi como você me encontrou, ou por que exatamente você estava trabalhando naquela lanchonete em Auburn, mas depois daquele lance em Memphis, aprendi a confiar em suas fontes... Espero mesmo que essa sua dica seja boa...
- É cem por cento confiável amigo... Acredite...
Em outro local, Nick Fury se mantém sentado com os cotovelos apoiados em sua escrivaninha, o queixo seguro pelas duas mãos e o único olho fechado.
Quando ele ergue o corpo abrindo seu olho bom, apenas fita o vazio e diz com uma voz totalmente sem emoção:
- Chegou a hora.
[1] Famosa rede de cafeterias.

