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Supremacia Marvel - Vingadores. #1.

Os maiores heróis da Terra reunidos para enfrentar as ameaças que não poderiam sozinhos. Na Supremacia Marvel cada um dos heróis conhecidos e amados tem uma nova e empolgante origem, sob uma ótica diferente, mas ao mesmo tempo, familiar.

Moderator: João-Resgate

Supremacia Marvel - Vingadores. #1.

Mensagemby João-Resgate » 05 Mar 2009, 19:30

A Supremacia Marvel visa reinventar o universo Marvel desde o zero. Para isso os escritores estarão munidos de sua criatividade e nenhuma restrição, podendo mudar tudo o que quiserem.
O resultado vocês acompanharão nos nossos títulos!
Nesse tópico serão postadas todas as aventuras da nova versão dos Vingadores, ligadas ao universo da Supremacia Marvel, bem como imagens e outros detalhes sobre essa publicação.
Portanto, sem mais demora, boa leitura.
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Re: Supremacia Marvel - Vingadores. #1.

Mensagemby João-Resgate » 05 Mar 2009, 21:01

Após o onze de Setembro foram criados vários grupos ligados ao governo Americano, diferentes entre si, mas todos com o mesmo objetivo: Preparar defesas para que o país nunca mais sofresse um ataque como aquele novamente.

Diversos projetos foram iniciados, a maioria resultando em fracassos totais ou parciais, de todo modo, os anos os anos seguintes passaram sem que algo que pudessem chamar de sucesso surgisse. Muitos desistiram, mas outros continuaram, com a esperança de realizar algo importante, que colocaria seus nomes nos livros de história.

Pelos corredores da CIA, FBI, entre várias outras agências, antigas e novas, eram cada vez mais freqüentes histórias sobre homens que se transformaram em monstros, ou ainda pessoas comuns se tornando assassinos frios e sem emoção, “acidentes” que alteraram para sempre o DNA de vítimas inocentes, entre outras histórias tão absurdas quanto, histórias que falavam de magia e tecnologias impossíveis.

Em meio a tantos fracassos, na virada do ano de 2006 para 2007, um pequeno grupo alocado em Nova York mandou para os acessores do presidente um documento no qual era dito que finalmente haviam conseguido um resultado positivo no projeto no qual eles estavam trabalhando.

O nome do projeto era “Renascimento” e visava a criação de um agente que, tendo seu cérebro ligado a um programa especial de informações, poderia enfrentar os inimigos com mais eficiência, ao mesmo tempo em que seu físico era geneticamente melhorado. Desse modo o agente seria capaz de assombrosas ações, caso o combate fosse necessário.

Quando o governo conseguiu criar uma comissão para fazer um relatório sobre o projeto, eles apenas encontraram o laboratório todo destruído, a equipe assassinada e o agente desaparecido. Nem uma única anotação restou, impossibilitando uma retomada do projeto por uma nova equipe.

O Projeto Renascimento teve suas ações encerradas, as verbas diluídas em outros projetos, terminando por ser arquivado como se tivesse sido apenas mais uma falha, como os demais antes dele, tendo as atenções do governo voltadas para outros assuntos.

O tempo passou e quase ninguém mais se lembrava do “Projeto Renascimento” até que, certo dia do ano de 2008, um noticiário mostrou um homem que, trajando um uniforme com as cores da bandeira americana, foi flagrado salvando pessoas num incêndio. Alguns sobreviventes deram entrevistas e afirmaram ter ouvido o homem chamar a si mesmo de Capitão América, que acabou sumindo antes mesmo de alguém conseguir lhe agradecer.

Pouco depois um novo atentado atingiu um prédio na cidade de Nova York, alguns acreditam se tratar da ação de homens-bomba, mas nenhuma evidência capaz de corroborar a história foi encontrada, o que levou o Capitão América numa busca pela verdade. Que ele finalmente parece ter encontrado.

O mundo começou a sofrer uma grande mudança e nunca mais será o mesmo. Pois a Supremacia Marvel começa agora.

A Supremacia Marvel orgulhosamente apresenta:
Imagem
Explosões infernais. Parte 1.
Por João Norberto da Silva.

Cidadezinha de Auburn, no estado do Maine, EUA.

A pequena sineta da porta fez seu barulho característico, indicando que alguém acabara de passar pela entrada da típica lanchonete de beira de estrada, chamada de Parada Obrigatória e, antes mesmo de Jack Monroe, o dono e também cozinheiro, gritasse para que Peggy atendesse o novo cliente, esta já se adiantara, esticando o cardápio para o recém-chegado e caprichando no seu melhor sorriso.

- Fique à vontade querido, já, já eu venho anotar o pedido... - Alto, loiro, com um rosto que transparecia confiança imediata, para Peggy poderia ser uma passagem para longe daquela cidadezinha que ela odiava tanto.

- Se a senhorita puder me trazer um café preto enquanto eu escolho... - A voz do homem denunciava todo o seu cansaço. - Dirigi a noite inteira e estou acabado...

- É prá já.

“Ela é uma gracinha” o rapaz, sentado ao balcão, fechou os olhos e mandou aquela voz em sua mente se calar, não era a hora nem o lugar de começarem uma discussão mental, não quando ele estava tão cansado. Peggy retornou trazendo o café bem forte “tão forte que derrubaria o diabo” ela disse antes de se afastar, levando o pedido do freguês para Jack.

Enquanto sentia o líquido descer quente por sua garganta, o que o fez até lacrimejar um pouco, o rapaz se levantou e apanhou um jornal, que outro freguês havia deixado displicentemente sobre o balcão.

Assim que ele abriu o jornal, alguém aumentava o som de uma televisão, suspensa numa das paredes do local, e então o som do noticiário especial sobressaiu sobre os demais barulhos da lanchonete, sendo que todos os presentes se mantinham em profundo e respeitoso silêncio, ouvindo a notícia.

- Mesmo tendo se passado semanas, o número de mortos ainda não foi confirmado, neste que está sendo considerado o pior atentado terrorista da história americana, desde os ataques de onze de Setembro... - A repórter se encontrava diante de um monte de destroços, no que parecia uma grande cidade. - Aqui em Nova York, as autoridades ainda não confirmaram nada, mas fontes afirmam se tratar realmente de um ataque de homem-bomba no interior de um prédio de escritórios, mas o que surpreende foi o tamanho da explosão e a destruição, vindo a trazer o prédio abaixo... O governo deve fazer um pronunciamento oficial a qualquer momento... Voltaremos com mais notícias em breve.

“As coisas tão feias mesmo” dessa vez o rapaz não tentou silenciar a voz em sua mente “Precisamos descobrir logo onde a célula está escondida... Tô fazendo o meu melhor, mas num parece o suficiente.”

- Confio em você... - Ele falou baixinho, para si mesmo, mas nem era preciso, devido à altura da voz das pessoas ao seu redor. - Confio em você.

Conforme as imagens tinham mudado para um programa de variedades, as opiniões se inflamavam entre os fregueses da lanchonete, muitos já culpando os muçulmanos e demais “desgraçados terroristas, lambe bolas do Ozama”, o que entristecia o rapaz em que a garçonete Peggy estava de olho, algo que não passou despercebido pela garota.

- Aqui está seu pedido, querido... - Nem seu sorriso foi capaz de melhorar o ânimo do outro e assim ela resolveu mudar de assunto. - Belo furgão o seu... Eu vi quando você saiu dele... Grandão... Você mora nele?

- Pelo menos por enquanto... Gosto de viajar, sem me fixar em lugar nenhum em especial... - Aquilo deixava a garota menos empolgada, talvez o estranho só serviria para uma pequena aventura e nada mais. - Ah! A propósito, você sabe onde posso arranjar um serviço aqui em... Estamos perto da cidade de Auburn certo?

- A apenas alguns minutos de estrada... Eu moro lá. - Apesar de pouco decepcionada, por algum motivo ela continuava a ser simpática. - Bem... Temos uma construtora que sempre emprega temporários, pagando-os por dia...

- Obrigado senhorita... - O estranho se levantou, olhando no crachá da moça para descobrir seu nome. - Peggy. Aqui está o pagamento... Com a maior gorjeta que eu poderia deixar...

Ela pegou as notas amassadas e as moedas, fazendo uma careta de quem não ficou nem um pouco impressionada, mas antes do estranho sair da lanchonete, ela pensou melhor, correu um pouco alcançando-o e, tocando de leve no braço dele, o fez se voltar para ela, ficando os dois olhando fixamente um para o outro.

- É... Bem... - O que ele tinha que a deixava tão nervosa? - Eu saio às oito da noite e, bem, pensei que talvez a gente pudesse...

- Hum... - “Se você falar não, eu juro que te causo um aneurisma!” A voz gritou na mente dele e o rapaz quase fez uma careta, se contendo apenas por ter uma bela garota à sua frente. - Por que não? Eu passo aqui está bem? Precisarei mesmo de uma “guia” para me mostrar a cidade...

- Então combinado senhor... Hã...

- Steve Rogers... Mas, pode me chamar só de Steve...

- Ok, Steve... Vou ficar te esperando heim? Não se atrase...

- Nunca Peggy... Estarei aqui...

Eles trocaram um cumprimento envergonhado uma última vez e então Steve saiu, indo na direção de seu furgão, mas não sem antes dar uma última olhada para a garçonete, que logo teve de voltar a seus afazeres, debaixo de gritos de desaprovação de seu chefe.

Assim que entrou no furgão, de cor azul escuro metalizado, Steve dirigiu até uma área onde ele poderia deixar seu veículo estacionado por alguns dias e se jogou na pequena, mas confortável, cama que havia lá dentro. O furgão era parte de toda a infra-estrutura montada para que ele realizasse suas missões. O veículo era bem espaçoso, cabendo tudo o que Steve precisava em viagens longas. Além da cama, um frigobar e um fogareiro de duas bocas, um pequeno armário onde ele guardava suas roupas, bem como outros utensílios, desde talheres a ferramentas diversas, do lado oposto à cama estava sua moto, bem presa a um apoio do chão. Havia até mesmo um tipo de box, onde um pequeno chuveiro e um banheiro químico haviam sido instalados.

Como sempre, Steve teve um sono que é tudo, menos tranqüilo, sendo assaltado por terríveis pesadelos que o fizeram quase pular da cama de tempos em tempos. Desse modo, ele dormiu poucas horas e logo se conectou à internet por meio de seu laptop.

- Eu acho que descobrimos sim a célula... – “Não sei não... Essa cidade não parece a melhor escolha prá uma célula terrorista se alojar”. – Por isso é tão perfeita... Vamos ver o que meu passeio noturno nos revela...

Assim que desligou o laptop, Steve tratou de seguir a sugestão de Peggy, indo de moto até o local indicado por ela e, chegando lá, logo foi encaminhado para o escritório do dono da Construtora Kronas, um alemão chamado Johann Schmidt que, afirmando estar precisando logo de gente para trabalhar me uma nova obra, ajeitou a papelada necessária e, em menos de duas horas, ele próprio já levava o novo funcionário até o local onde Steve iria trabalhar: um prédio de apartamentos que serviria para realocar várias famílias carentes, que moravam numa das piores regiões da cidade.

- O futuro meu jovem... - Apesar de não aparentar muito mais idade do que Steve, o senhor Johann falava com entusiasmo, enquanto dirigia seu caríssimo carro, como se o novo funcionário não passasse de um adolescente. - O futuro está numa mudança total da mentalidade daqueles que, como eu, mantém a maior parte dos rendimentos em suas contas particulares... Se não usarmos nosso dinheiro para fazer uma real diferença no mundo, você sabe quantos anos a humanidade ainda terá? - Pergunta retórica, claro, uma vez que ele mal deu tempo para que o outro sequer pensasse a respeito da questão. - Nem dez anos até que o planeta já não nos suporte mais, garoto... Você consegue imaginar isso? Claro que não... Afinal vocês jovens não pensam tanto no futuro... Mas acredite... Se não fizermos nada...

Steve se arrependia cada vez mais por ter aceitado a carona do novo chefe, ao invés de seguir o mesmo em sua própria moto, que foi deixada no estacionamento da construtora.

Após mais alguns minutos do discurso ambientalista do senhor Johann e os dois, para alívio de Steve, finalmente chegaram ao local da obra e o rapaz pôde ver com seus próprios olhos que, ao menos, a preocupação do novo chefe com aqueles que viriam a morar no prédio era sincera. Ao menos era o que parecia por conta do belo visual dos prédios em construção.

O empresário levou Steve para conhecer todos os detalhes da obra, num passeio que se tornara ainda mais longo por conta do insistente modo como Johann sempre voltava ao assunto da futura e irreversível destruição do planeta por conta das ações irresponsáveis do homem. A certa altura, o rapaz não resistiu e e o interrompeu:

- Se me permite uma pergunta. - O outro pareceu, por instantes, realmente aturdido por ser interrompido, mas se recuperou tão rápido que nem deixou transparecer tanto a sua surpresa, dando um sinal para que Steve continuasse. - O senhor acusa a humanidade como um todo por ser a responsável pela destruição da Terra, mas aqui está, construindo um prédio exatamente para retirar pessoas pobres de onde moram atualmente... Não entendo isso.

Os olhos do empresário pareceram brilhar e um sorriso se formou no rosto dele que, após passar um braço pelos ombros do outro, continuaram a andar, enquanto ele falava, cheio de uma alegria que parecia genuína:

- Gostei de você garoto! Não é como a maioria das pessoas, que apenas acenam a cabeça tentando agradar o chefe... Se você se esforçar tanto assim aqui na obra eu prevejo um futuro brilhante para você... Com certeza! - Ainda aparentando mais aborrecimento do que admiração pela pergunta de Steve, Johann os levou até um homem, o capataz da obra. - Steve quero que conheça o senhor Brock Rumlow, ele é meu braço direito na empresa e um dos melhores no ramo de construção civil... Cuide bem desse garoto Brock... Ele é especial... - Steve chegou a perceber um tom estranho naquela frase, mas antes de sequer pensar em mais alguma pergunta, o capataz já o arrastava para longe, guiando-o até o local onde ele começaria a trabalhar imediatamente, deixando Johann sozinho com seus pensamentos. - Sim... Muito especial...

O dia foi realmente puxado e Steve mal pôde falar com seus novos colegas, pois ele sempre sentia os olhos do capataz fitando-o intensamente e, quando ele pensava em ir para algum outro lugar, Brock parecia antecipar seus pensamentos, estando lá também.

Quando o fim do dia de trabalho chegou, Brock ofereceu carona para o novo funcionário, afinal de contas, este teria de voltar até a sede da Kronas para poder pegar sua moto.

- Tu realmente deixou o chefe impressionado moleque... - Se aquela era a idéia dele, de como deve ser o começo de uma conversa agradável, Steve já imaginava que aquilo não iria acabar bem. - Nunca vi ele pedir prá eu ficar de olho em alguém antes... Foi o que eu fiz caso cê num tenha percebido...

- Puxa... O trabalho foi tanto que eu mal percebi...

- Pois é... Sou muito discreto. - Se o capataz percebera a ironia nas palavras do outro resolveu ignorar. - O fato é que você tem mesmo uma grande chance aqui moleque... Uma oportunidade dada pelo senhor Schmidt não pode ser ignorada... Eu mesmo era um perdido na vida quando ele me acolheu na família Kronas...

Pelo resto do trajeto, Brock se esforçava para ressaltar as nobres qualidades da empresa em que ele trabalhava e, é claro, do grande fundador da mesma, um enorme exemplo a ser seguido. Steve deu graças a Deus quando finalmente puderam ver a empresa despontando bem à frente deles.

- Até mais moleque! A gente se vê logo...

Apesar de estranhar o modo como o outro se despediu, Steve achou que o mais normal seria Brock dizer “Até amanhã” ou algo assim, mas o cansaço era tão grande que ele dirigiu “no automático” até seu furgão, tomando um banho e, em seguida, indo na direção da lanchonete para o encontro com Peggy.

A garçonete o esperava na porta e, como ela mesma contou mais tarde, tomou banho e se trocou na lanchonete mesmo, já que o estabelecimento ficava na frente da casa do dono.

O passeio foi agradável e Steve aproveitava para fazer um reconhecimento da cidade, perguntando o máximo que podia para sua guia, tentando imaginar onde estaria o esconderijo dos terroristas.

- Você parece mais interessado na cidade do que em mim... Uma moça bonita como eu pode se chatear com isso...

- Mil perdões senhorita... - Steve se curvou num exagerado cumprimento e, sem aviso, estendeu a mão para uma roseira que pendia suas flores para fora de uma casinha, pela qual os dois passavam naquele momento, entregando uma rosa vermelha para a garota. - Espero que isso sirva de desculpa...

- É um começo... - Logo em seguida a garota se lançou nos braços do seu acompanhante e o envolveu num longo beijo.

Os dois ficaram assim durante um bom tempo até que um grito explodiu na mente de Steve.

“SE ABAIXA!!!!!”

Ele assim o fez, trazendo Peggy com ele para o chão, no exato momento em que uma foice cortava o ar num ataque que, se os tivesse atingido, provavelmente teria decepado-lhes as cabeças.

- Senhor Oliver?!!! - Peggy permaneceia caída, com os olhos arregalados de surpresa. - O que o senhor está fazendo?!!!

Silêncio foi a única resposta dada, até que o homem, vestido com roupas típicas de um fazendeiro, ergueu ameaçadoramente a foice, que desenhou um arco perfeito enquanto descia, procurando acertar o peito de Steve, e este escapou por pouco, erguendo seu corpo, girando no ar e voltando a ficar de pé, numa manobra que seria impossível para uma pessoa comum. Tudo isso com Peggy em seus braços.

- O que é isso?!! O que está acontecendo?

O casal ficou parado, aguardando alguma explicação, mas quando o atacante ergueu novamente sua arma, Steve saltou na direção dele e, com um rápido movimento de sua mão direita, o desarmou.

- Bem... - O rapaz quebrou o cabo da foice e jogou os restos para o lado, se voltando em seguida para aquele que os havia atacado. - Acho que o senhor nos deve algumas explicações... A não ser, é claro se a Peggy for sua filha e...

- Ele não é meu pai não... - A garota se encolheu atrás de seu defensor. - Ele veio do Kansas e está tentando criar um tipo novo de plantação... Sei lá do que... É meio fechado, mas nunca tinha feito nada assim antes e... Meu Deus!!!

Os olhos do senhor Oliver estavam soltando um tipo de fumaça, logo dando lugar a duas bolas vermelhas. Enquanto ele abria sua boca, dando a impressão de que seu interior estava em chamas, devido ao brilho vermelho que vinha dali também, Steve teve tempo apenas de abraçar Peggy e, com um salto espetacular, se afastaram, enquanto o atacante explodia, levando consigo boa parte da rua onde eles estavam.

- Cacete! - “Cacete mesmo Steve!” a voz da mente dele voltava com tudo. “Pelo visto descobrimos como explodiram o prédio de Nova York”. - Vou te levar para um lugar seguro Peggy.

Ainda com a garota nos braços, o rapaz viu que outras pessoas, todas com os olhos vermelhos, se aproximavam e não pensou duas vezes antes de sair correndo na direção do seu furgão, colocando-a no chão apenas quando ambos estavam lá dentro. Mesmo com todo o medo que Peggy sentia, ela não deixou de reparar que Steve talvez não fosse tão pobre quanto ela pensava.

- Aqui você vai estar protegida. - Assim que ele apertou um botão, um tipo de divisória desceu do teto, separando a parte do motorista do restante do veículo, fechando-os de modo que ninguém conseguiria entrar e, em seguida, Steve começava a tirar suas roupas. - Preciso que você fique aqui até que isso tudo acabe e...

- Olha Steve... Nem pensar que eu vou transar com você agora... Ainda mais com aqueles monstros de olhos vermelhos lá fora, por isso pode ir colocando as roupas de volta e...

- Heim? - O outro ficou visivelmente sem graça. - Não é nada do que você está pensando...

Sem falar mais nada, o rapaz retirou de um dos seus armários um uniforme e começou a vesti-lo, primeiro uma roupa que lembrava a dos mergulhadores, toda num tom azul escuro com detalhes em branco, em seguida luvas vermelhas, uma calça da mesma cor da primeira roupa, botas com as cores vermelho e azul e uma jaqueta sem mangas também azul escura, com uma grande estrela branca no peito. Ele se abaixou e tirou de um local secreto um capacete e um escudo circular.

- Tem algo de podre acontecendo nessa cidade. - Ele vestiu o capacete e Peggy notou que haviam pequenas asas nos lados da cabeça, bem como uma letra “A” branca na fronte. - E eu vou descobrir o que é e acabar com isso.

Assim que terminou de se vestir ele se ergueu com o escudo em punho e ela pôde notar que o mesmo possuía listras vermelhas e uma estrela no centro.

- Mas afinal de contas... QUEM é você?!!!

- Prometo que te conto quando eu voltar... Agora preciso mesmo ir... Me espere aqui, ok?

E assim o Capitão América ganhaou as ruas de Auburn.

Ele nem precisou rodar muito e, assim que dobrou uma esquina, viu seu caminho bloqueado por um grande número de pessoas com os olhos vermelhos. Antes de ele poder dar meia volta, percebeu que um outro grupo começava a se formar na outra ponta da ruazinha. Ele estava cercado.

O Capitão desceu da moto e ergueu seu escudo, enquanto as criaturas avançam lentamente, parando a poucos metros de distância do herói, que permanecia alerta esperando o próximo movimento dos mesmos.

- Tão fácil... - No alto de um armazém de três andares ali próximo, um homem empunhava um rifle de longo alcance. - Esses heroizinhos podiam me dar um pouco de trabalho às vezes...

O som do tiro fez o Capitão América se voltar na direção do prédio de onde a bala partira, procurando de defender, mas ele percebeu tarde demais que não era o alvo.

Uma das criaturas tombou, após levar um tiro bem no meio de sua testa, mas, antes de atingir o chão, acabou explodindo, assim como o senhor Oliver havia feito, e começando assim uma reação em cadeia, onde todas as criaturas presentes acabaram por explodir também, destruindo não apenas a rua, mas todas as construções ao redor, soterrando o herói.

Momentos depois, dois homens estavam sobre a pilha de destroços e o mais forte ergueu boa parte dos mesmos, revelando o corpo do Capitão América, que mantinha seu escudo à frente do corpo. O herói tossiu, mas não recuperou a consciência.

- O desgraçado sobreviveu... É mais um ponto prá ele né chefe?

- Com certeza... E é a segunda vez que ele me impressiona... Vamos levá-lo para nossa base... Carregue-o Ossos Cruzados... - Dizendo isso, o homem se afastou lentamente, olhando para os céus como se há muito tempo ele não fizesse isso. - A noite está fantástica... Perfeita para coroar a morte de um herói...

- Agora cê se ferrou... - O homem chamado Ossos Cruzados sussurrava para o homem desmaiado. - É o que dá chamar a atenção do Caveira Vermelha... Moleque... Ei! Chefe... Quem será esse cara afinal?

- Vamos descobrir todos os segredos dele... Chame minha filha... Chame... Pecado...

Continua

No próximo capítulo de Supremacia Marvel – Vingadores:

O Capitão América nas mãos de Pecado. A origem do herói revelada, bem como o segredo dos homens-bomba e uma grande batalha que se aproxima. Será que a cidadezinha de Auburn sobreviverá ao conflito?
Confira daqui a quinze dias.
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Re: Supremacia Marvel - Vingadores. #1.

Mensagemby Nery » 06 Abr 2009, 10:05

Aeee!

João escrevendo seu herói favorito só podia dar nisto: um texto ágil e divertido.

As vezes acho que não existe um limite para a quantidade de versões do Capitão América que o João pode criar, hahahah...

Abraço, chapa. Longa vida à Supremacia Marvel!
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Re: Supremacia Marvel - Vingadores. #1.

Mensagemby João-Resgate » 06 Abr 2009, 10:29

Nery escreveu:Aeee!

João escrevendo seu herói favorito só podia dar nisto: um texto ágil e divertido.

As vezes acho que não existe um limite para a quantidade de versões do Capitão América que o João pode criar, hahahah...

Abraço, chapa. Longa vida à Supremacia Marvel!

Opa! Valeu Nerão!!! Que bom que vc gostou... E pois é... Sempre que posso imagino as versões que ficariam legais do Capitão... As possibilidades são infinitas!
Valeu mesmo pelo comentário mermão!
Abraços e até mais!
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Re: Supremacia Marvel - Vingadores. #1.

Mensagemby Aracnos » 06 Abr 2009, 11:40

Tinha lido esse capítulo faz algum tempo no valho CP ainda mas tinha esquecido de comentar. que bom que posso fazer isso agora na nossa casa, no UNF!


Depois de 11 de setembro, a figura de um Capitão América congelado num iceberg perde o sentido (se é que já teve algum), e você fez um herói como consequência direta do combate anti-terrorismo. O caminho mais óbvio, mas ainda sim o seu estilo de mostra o ser humano Steve Rogers em suas atitudes e emoções é o diferencial. Ele não é só um soldado, mas um cara com um ideal.

A reformulação dos vilões clássicos nos deixa aquela sensação de "já vi esse cara antes", apesar de tirar os elementos nazistas do Caveira Vermelha, sua principal marca registrada, não foi de diminuir sua pericolosidade.

Um belo começo pra essa fic que irei acompanhar de peto agora!

Abraço João!
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Re: Supremacia Marvel - Vingadores. #1.

Mensagemby João-Resgate » 06 Abr 2009, 13:29

Aracnos escreveu:Tinha lido esse capítulo faz algum tempo no valho CP ainda mas tinha esquecido de comentar. que bom que posso fazer isso agora na nossa casa, no UNF!


Depois de 11 de setembro, a figura de um Capitão América congelado num iceberg perde o sentido (se é que já teve algum), e você fez um herói como consequência direta do combate anti-terrorismo. O caminho mais óbvio, mas ainda sim o seu estilo de mostra o ser humano Steve Rogers em suas atitudes e emoções é o diferencial. Ele não é só um soldado, mas um cara com um ideal.

A reformulação dos vilões clássicos nos deixa aquela sensação de "já vi esse cara antes", apesar de tirar os elementos nazistas do Caveira Vermelha, sua principal marca registrada, não foi de diminuir sua pericolosidade.

Um belo começo pra essa fic que irei acompanhar de peto agora!

Abraço João!

Grande Anderson!!! Que bom que vc gostou dessa minha milionésima versão dos Vingadores, em especial do Capitão... Fico muito feliz por vcs compreenderem a admiração que eu tenho pelo personagem.
E vc pegou exatamente o ponto... Esse Steve é um cara que foi pego "meio sem querer" pela política antiterror dos EUA, se tornando alguém que póde vir ounão a ser um símbolo, mas nunca deixando de ser humano.
Quanto ao Caveira eu o deixei mais próximo da última versão, como dono de uma grande empresa... E pode ter certeza de que ele continua um inimigo ardiloso e muito perigoso!
Seja bem vindo aos Vingadores Supremos Anderson! Espero que você continue a gostar!
Aquele abração e até a próxima!!!
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Re: Supremacia Marvel - Vingadores. #1.

Mensagemby Black Raven » 30 Abr 2009, 23:44

Eita... rever esse texto foi muito legal...
Adoro a tensãozinha dentro do furgão, após o ataque dos homens-bomba...ehehehe
Pôxa, esse Capitão América Supremo é bacana dimais... e curtí muito as novas versões do Caveira e do Ossos...
Abraços
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Re: Supremacia Marvel - Vingadores. #1.

Mensagemby João-Resgate » 01 Mai 2009, 10:29

Black Raven escreveu:Eita... rever esse texto foi muito legal...
Adoro a tensãozinha dentro do furgão, após o ataque dos homens-bomba...ehehehe
Pôxa, esse Capitão América Supremo é bacana dimais... e curtí muito as novas versões do Caveira e do Ossos...
Abraços

Grande Raven!! Valeu por ter aparecido!
Eu achei que seria bacana essa ceninha até para dar uma descontraída...hehehhee
E aguarde pois a Supremacia Marvel tem muito ainda para mostrar!!!
Abração e valeuo comentário!
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Re: Supremacia Marvel - Vingadores. #1.

Mensagemby Black Raven » 07 Mai 2009, 22:57

UÊba!!!!
Ler Capitão América é muito bom, mas ver o Steve flertando num bar não tem preço!!!!!
Cara, adoro essa fic... e já tô lembrando como o Brock é um filho-da-mãe...eheheheh
Me dá agonia ter que esperar tudo de novo pra ver a união dos Vingadores, mas vou seguir firme e forte!!!
Abração!!!
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Re: Supremacia Marvel - Vingadores. #1.

Mensagemby João-Resgate » 08 Mai 2009, 09:55

Black Raven escreveu:UÊba!!!!
Ler Capitão América é muito bom, mas ver o Steve flertando num bar não tem preço!!!!!
Cara, adoro essa fic... e já tô lembrando como o Brock é um filho-da-mãe...eheheheh
Me dá agonia ter que esperar tudo de novo pra ver a união dos Vingadores, mas vou seguir firme e forte!!!
Abração!!!

Grande Raven!!! Que bom ver vc por aqui!
Eu queria mesmo fazer uma versão diferente do Capitão, e o lance do flerte ajudou tbm com isso ;)
Tenha paciência, pois logo os Vingadores estarão reunidos e então nada mais será como antes... hehehe
Valeu demais pelo comentário amigão!!!
Aquele abração e até mais!!!
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